Macau: Receitas caíram 16,3 por cento em Março

Receitas caíram 16,3 por cento em Março

Em Fevereiro, as receitas do sector do jogo recuaram apenas 0,1 por cento, mas o mês do Ano Novo Lunar foi mesmo uma excepção. Março pautou um regresso às quedas a dois dígitos.

Os casinos do território encerraram o mês de Março com receitas de 17 981 milhões patacas, uma queda de 16,3 por cento face ao mesmo mês do ano passado, indicam os dados oficiais revelados pela Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos. Em termos acumulados, nos três primeiros meses do ano, os casinos registaram receitas de 56 176 milhões de patacas, menos 13,3 por cento do que em igual período de 2015.

Em Março, as concessionárias de jogo do território apresentaram o pior desempenho de 2016. Os resultados de Março marcam um regresso às quedas a dois dígitos, depois de em Fevereiro as receitas dos casinos terem recuado apenas 0,1 por cento. Em Janeiro, a queda havia sido de 21,4 por cento em comparação com o mesmo mês de 2015.

As receitas de jogo estão, como se sabe, em queda desde Junho de 2014, com Março a constituir o 22.º mês consecutivo de quedas homólogas.

Em 2015, o Produto Interno Bruto de Macau caiu 20,3 por cento devido à diminuição das receitas do jogo, naquela que foi a primeira contracção anual da economia desde 1999, ano em que a administração do território mudou de mãos entre Portugal e a República Popular da China.

A queda das receitas do sector do jogo tem sido associada à campanha anti-corrupção lançada por Pequim, que parece ter afastado de Macau os grandes apostadores do Continente.

A 9 de Março, o executivo de Macau revelou que entregou ao Governo Central um relatório tendo em vista a diversificação da economia do território, de forma a torná-la menos dependente do jogo: “O Governo da Região Administrativa Especial de Macau [RAEM] considera que a promoção do desenvolvimento adequado e diversificado da economia é uma opção incontornável no desenvolvimento sustentável de Macau”, lê-se num comunicado oficial divulgado na altura.

O documento entregue em Pequim destaca, segundo reza o mesmo comunicado, “o aprofundamento da cooperação regional”, “o apoio e o estímulo ao desenvolvimento das pequenas e médias empresas” e “o aceleramento” do desenvolvimento de Macau como “Um Centro, Uma Plataforma”, com a promoção do território, por um lado, como “Centro mundial de turismo e lazer” e, por outro, como “Plataforma de serviço comercial entre a China e os países da língua portuguesa”.

“Com vista a acelerar o desenvolvimento adequado e diversificado da economia, o Governo da RAEM apresentou, também, ao Governo central, algumas políticas em relação às quais espera obter apoio”, lê-se no corpo do comunicado, que não avançava, ainda assim, com mais detalhes.

Os impostos sobre as receitas do jogo são também a principal fonte de receita pública do território, que em 2015 caiu 34,3 por cento face a 2014, a primeira diminuição em pelo menos cinco anos, de acordo com os dados oficiais disponíveis.

Ainda assim, Macau fechou o ano com superavit e espera que o mesmo aconteça em 2016. A confirmar-se a previsão do orçamento da região para este ano, os impostos diretos sobre o jogo cairão 16,6% em 2016 e a região terminará 2016 com um superavit de 18,213 mil milhões de patacas.

Fonte: Ponto Final

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