PM cabo-verdiano diz que o turismo vai crescer mais nos próximos anos

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O turismo em Cabo Verde vai dar um grande salto nos próximos anos e, com as bases já construídas, viabilizar outros domínios do desenvolvimento económico, disse hoje o primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves.

A afirmação foi feita durante a cerimónia que marcou o início das obras de construção do complexo turístico integrado no ilhéu de Santa Maria e Gamboa, na cidade da Praia, um projeto do empresário chinês David Chow, cônsul honorário do arquipélago em Macau.

“Este é um projeto que vai permitir que o nosso turismo atinja outros patamares. Com outros hotéis em que estão em construção teremos condições de gerar milhares de postos de trabalho nos próximos anos, alavancar mais o desenvolvimento do turismo e conseguir o desenvolvimento de outros setores como o agronegócios e a economia marítima”, sustentou.

Referindo que neste momento o país recebe anualmente cerca de 600 mil turistas, José Maria Neves disse que os vários empreendimentos turísticos em construção vão fazer com que o país chegue a um a dois milhões de turistas nos próximos anos.

“Este projeto é mais uma pedra fundamental para a construção e transformação de Cabo Verde”, prosseguiu o governante, afirmando que o país tem bom ambiente de negócios e condições para mais investimentos desta envergadura.

O setor do turismo, motor do desenvolvimento económico, contribui com 20% para o Produto Interno Bruto (PIB) de Cabo Verde e gera uma média de 36 mil postos de trabalho.

A estância turística no ilhéu de Santa Maria e na Gamboa, situado defronte da cidade da Praia, é promovida pelo empresário chinês David Chow, diretor executivo da Macau Legend Development (MLD), que vai investir 250 milhões de euros – cerca de 15% do PIB de Cabo Verde.

Trata-se do maior empreendimento turístico no país, que cobrirá uma área de 152.700 metros quadrados e inaugurará a indústria de jogo no arquipélago. Deverá ficar pronto dentro de três anos e durante a construção vai gerar mais de dois mil postos de trabalho.

O complexo prevê a construção de um hotel-casino no ilhéu de Santa Maria, uma marina, uma zona pedonal com comércio e restaurantes, um centro de congressos, infraestruturas hoteleiras e residenciais na zona da Praia da Gamboa e uma zona de estacionamento.

No seu discurso, David Chow disse também que a cooperação vai abrir um novo capítulo no setor do turismo em Cabo Verde e facilitar o intercâmbio económico e cultural com Macau.

Dizendo que Cabo Verde é um bom destino para se desenvolver projetos turísticos, o empresário afirmou que a MLD tem empenhado em seguir e apoiar as políticas da China e de Macau, aproveitando as vantagens para desenvolver a indústria do jogo e promover a cooperação com os Países de Língua Portuguesa.

“É louvável o facto de uma empresa de Macau poder aproveitar-se do seu papel e, servindo-se de plataforma entre a China e os Países de Língua Portuguesa, poder desenvolver as suas atividades no estrangeiro”, disse o promotor.

Chow, que explora espaços de jogo em Macau, recebeu uma licença de 25 anos do Governo cabo-verdiano, 15 dos quais em regime de exclusividade na ilha de Santiago. A concessão de jogo custou à CV Entertaiment Co., subsidiária da MLD, cerca de 1,2 milhões de euros.

A promotora recebeu uma licença especial para explorar, em exclusividade, jogo ‘online’ em todo o país e o mercado de apostas desportivas durante 10 anos. Um imposto de 10% vai ser cobrado sobre as receitas brutas de jogo, enquanto o setor VIP vai ter uma dedução de 25%.

Em agosto, cerca de 40 elementos do movimento cabo-verdiano “Korrenti di Ativista” acamparam no ilhéu de Santa Maria em protesto contra a construção do completo, considerando que irá servir sobretudo para trazer ao país “lavagem de capitais, prostituição e turismo sexual”.

Na semana passada, o ex-bastonário da Ordem dos Arquitetos (OAC) cabo-verdianos, Cipriano Fernandes, pediu, através de uma petição, a intervenção da Procuradoria-Geral da República (PGR) para suspender o projeto, por considerar que não respeita todos os requisitos legais e que o mesmo deveria ser aberto ao escrutínio público.

Fonte: Lusa

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