Portugal: Placard. Jovens viciados no novo jogo põem PSP em alerta

Placard - Saiba como funciona. Polícias, ministros e magistrados proibidos de jogar

Jogo está interdito a menores, mas adolescentes usam truques para jogar. Quem aceita as apostas arrisca-se a coimas que podem ir até aos 50 mil euros

O objetivo da Santa Casa da Misericórdia de entregar cerca de nove milhões de euros anuais aos clubes desportivos, provenientes das receitas do jogo Placard, pode não estar muito longe de ser alcançado. O jogo de apostas desportivas à cota de base territorial, lançado a 9 de setembro, distribuiu no último trimestre de 2015 cerca de 2,2 milhões de euros às federações de futebol, ténis e basquetebol e Liga Portuguesa de Futebol Profissional.

Do dia que foi lançado até ao final do ano, a entidade entregou 44 mil euros à Federação Portuguesa de Ténis, 137,8 mil euros à Federação Portuguesa de Basquetebol, 1,35 milhões de euros à Federação Portuguesa de Futebol e 757,8 mil euros à Liga Portuguesa de Futebol Profissional.

A verdade é que este sucesso não está imune a críticas. Apesar de ser um jogo proibido a menores, há muitos pais que estão a denunciar que essa inibição não está a ser cumprida. O i sabe que várias papelarias junto à escola D. Filipa de Lencastre foram alvo de buscas por parte da Polícia de Segurança Pública, depois de ser denunciada a prática deste jogo por menores que usavam o número de identificação fiscal (NIF) de familiares.

Contactada pelo i, a PSP diz que estas fiscalizações estão a ser feitas com base na denúncia de moradores quando estão a fazer a ronda por essas zonas. No entanto, alerta também para a existência de ilegalidades nos jogos online, já que também aqui é fácil os menores terem acesso ao NIF dos pais.

O certo é que a Santa Casa da Misericórdia, entidade responsável por este jogo, nega responsabilidades sobre esta prática. De acordo com a Santa Casa, a explicação é simples: cabe aos mediadores a responsabilidade de verificar a idade de quem aposta. “Os procedimentos em vigor instituem a obrigação de os mediadores verificarem, seja em que jogo social do Estado for, a idade dos apostadores em caso de fundadas dúvidas sobre a mesma”, revela o departamento de jogos.

O novo regime jurídico de jogos e apostas online prevê coimas para quem não respeitar as regras. Segundo a legislação, a permissão do jogo a menores, incapazes ou pessoas impedidas de jogar, bem como a não disponibilização de mecanismos que permitam a autoexclusão dos jogadores (o jogador pede à inspeção de jogos que proíba o seu acesso aos sites), é punida com coimas de 5 mil a 50 mil euros.

Apesar deste controlo, os pais não se mostram tranquilos e já é frequente este tema estar em cima da mesa nas reuniões com a escola. Também a própria Confederação Nacional de Associações de Pais (CONFAP) já veio admitir que vai enviar para o departamento de jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa as informações de que dispõe e pedir “mais fiscalização” junto dos estabelecimentos comerciais onde é feita a mediação das apostas nos vários jogos. “Está na legislação que os jogos são só para maiores de 18 anos mas, na prática, parece que não é isso que acontece”, salientou.

Como funciona?

Definido o jogo ou jogos que o jogador pretende, pode optar por quatro tipos de apostas diferentes: equipa vencedora no fim do tempo regulamentar, equipa vencedora ao intervalo; equipa que pode ganhar (ou perder) por dois ou mais golos de diferença; número de golos apontados no jogo. A partir daí pode escolher entre apostas simples, combinadas ou múltiplas, optando ainda por um dos valores disponíveis (um, dois, cinco, dez, 20, 50, 75 ou 100 euros) consoante o que pretender gastar.

Em relação às simples, e no mesmo boletim, pode escolher de um a oito jogos diferentes. Se marcar uma cruz nos dois euros, por exemplo, e fizer palpites de resultado final para cinco jogos diferentes, isso significa que vai pagar um total de 10 euros pelo boletim. Em relação a lucros, ganha o dinheiro correspondente aos prognósticos em que acertar.

Isso não acontece nas apostas combinadas, em que só ganha dinheiro se acertar todos os jogos que inscrever no boletim. O investimento também é menor, uma vez que, para os mesmos cinco jogos em que gastou 10 euros (5 x 2) no exemplo de cima, numa aposta combinada paga apenas dois euros. O retorno será, no entanto, sempre bastante maior em caso de sucesso, uma vez que a multiplicação das probabilidades de todos esses jogos irá potenciar significativamente o seu lucro.

Nas múltiplas, o cálculo é bem mais complicado de fazer, porque são muitas as hipóteses possíveis, mas pode eventualmente receber dinheiro de volta no caso de acertar dois em cinco prognósticos feitos na mesma aposta.

Sucesso dos jogos

Mas este caso de sucesso não é isolado. Há outros jogos da Santa Casa da Misericórdia que têm vindo a ganhar cada vez mais adeptos. A Raspadinha é um desses casos. Até ao final do ano passado, as receitas brutas deste jogo ultrapassaram os 985 milhões de euros. Também a lotaria instantânea tem vindo a crescer desde 2011 e já representa cerca de 50% do valor total de vendas dos jogos da Santa Casa. Já o Euromilhões, o segundo jogo com mais receita, atingiu vendas de quase 750 milhões de euros. Ainda assim, registou uma quebra de quase 12% face ao ano anterior.

 Em termos gerais, a Santa Casa terminou 2015 com um aumento de 18% nas receitas brutas, o que se traduz num novo máximo histórico: mais de dois mil milhões de euros.

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