
07/02/07 PORTUGAL: OPA da Violas SGPS lançada ontem retira Solverde de Bolsa
A operação oferece um prémio de 60% face à última cotação da dona do casino de Espinho.
A Violas SGPS anunciou ontem ao final do dia o lançamento de uma OPA sobre a Solverde com o intuito de retirar a empresa turística e de jogo da cotação na Euronext Lisbon. Segundo o anúncio preliminar, a OPA – que será intermediada pelo BPI – incidirá sobre 20,06% dos direitos de voto da Solverde, oferecendo uma contrapartida de 17,5 euros por acção.
A sociedade Violas SGPS é uma ‘holding’ que agrupa as posições dos irmãos Manuel e Rita Violas, que já valem 79,94% dos direitos de voto e 74,88% do capital social da Solverde, uma vez que a empresa visada detém 380.036 acções próprias.
“Caso venha a atingir ou a ultrapassar (…) 90% dos direitos de voto correspondentes ao capital social da sociedade visada, até ao apuramento dos resultados, por efeito da oferta ou outras operações legalmente permitidas (…), o oferente admite recorrer, nos três meses subsequentes à oferta, ao mecanismo de aquisição potestativa”, adianta o referido comunicado enviado ontem à CMCVM – Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.
Desta forma, a aquisição potestativa implicará a perda de qualidade de sociedade aberta por parte da Solverde, “sendo intenção do oferente requerer a exclusão da negociação no mercado sem cotações das acções representativas do respectivo capital”.
A Violas SGPS acrescenta ainda que “pretende de sen volver os negócios e a actividade da sociedade visada, após a oferta, nos mesmos termos em que estes têm sido conduzidos até à data”.
Os responsáveis da Violas SGPS adiantam que o objectivo é continuar a promover o desenvolvimento da actividade da Solverde, “procurando assegurar uma eficiente gestão dos recursos afectos aos seus negócios, bem como manter a actual estrutura directiva e de pessoal da sociedade visada, não se prevendo alterações nos actuais órgãos sociais”.
A OPA – que é lançada com um prémio de quase 60% face ao preço de cotação com que a Solverde foi ontem suspensa da negociação na Euronext Lisboa – deverá ter todas as condições para ser bem sucedida, não só pelo elevado preço, como pela reduzida percentagem a adquirir e pela baixa disseminação do capital.
Os 20% do capital da Solverde alvo da operação, estão concentrados em investidores e empresas que não chegam a uma dezena, a maior parte dos quais tem relações familiares ou empresariais com os Violas.
Uma família com interesses no turismo, jogo, cervejas
A Solverde – Sociedade de Investimentos Turísticos da Costa Verde foi fundada em 12 de Abril de 1972 por Manuel Violas, liderando um grupo de investidores da região de Espinho.
Vocacionada para o turismo e hotelaria, a Solverde alargou os seus horizontes em 1973 ao ganhar a concessão do jogo em Espinho. O casino de Espinho, ainda hoje um dos principais activos da Solverde, foi inaugurado em 25 de Setembro de 1982. Em 1988, a Solverde conseguiu a renovação do contrato de concessão até 2008. Já em 1995 concorreu à concessão dos casinos algarvios (Vilamoura, Monte Gordo e Praia da Rocha) e ganhou o concurso, com a concessão garantida até 2017.
Além destes casinos e da concessão para Vidago e Pedras Salgadas – que deverá entrar em funcionamento no final do ano – a Solverde é proprietária e gere os hotéis Solverde e Apartamentos Solverde e Hotel Algarve (um casino-hotel), além de outros interesses no Brasil e nos Estados Unidos. Manuel Violas, neto do fundador, com a irmã, Celeste, ficaram com a Solverde em 2005, após a redistribuição dos activos da família, mas mantêm interesses na Unicer (bebidas) e Cotesi (cordoaria).
Fonte: Diário Económico
Nuno Miguel Silva
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