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PORTUGAL: A sala de máquinas do Casino Figueira é uma das melhores da Europa

Operadores e Casinos de Portugal

01/10/05 PORTUGAL: A sala de máquinas do Casino Figueira é uma das melhores da Europa

Trabalha na área do jogo desde os finais da década de 60. Assistiu ao percurso da actividade dos casinos ao longo dos anos, às várias actualizações legislativas e conhece o metier como ninguém. É considerado um dos maiores conhecedores de jogo do país.

O Figueirense foi ao Casino Figueira, sentou-se com Manuel Neto e colocou-lhe um conjunto de perguntas. As respostas não tardaram, o que dá esta entrevista que faz uma viagem no tempo. Nas suas várias deslocações ao estrangeiro já viu muitas salas, e arrisca esta frase: “em Las Vegas não vi nenhuma sala de jogo com a beleza da nossa sala de jogos bancados”. A entrevista já a seguir.

Em linhas gerais, como caracteriza a evolução do jogo em Portugal? E do Casino Figueira?

O jogo em Portugal, no que diz respeito a jogos bancados, tem tido até ao presente flutuações em termos de procura.

No nosso caso, verificou-se uma certa estabilização entre os anos de 1990 a 1997, com quebra nos anos de 98 e 99, depois um acréscimo no ano de 2000, e uma quebra acentuada até ao presente. Estas flutuações acompanharam os restantes casinos portugueses. Assiste-se no presente a um declínio acentuado na procura destes jogos.

A introdução das slot-machines em Portugal, regulada em 1969, primeiramente com as máquinas electromecânicas e depois com as electrónicas, veio retirar, em meu entender, uma grande fatia ao mercado dos jogos bancados.

O Casino Figueira “reabriu” em Janeiro do ano passado com profundas mudanças nos espaços dos jogos.

Como as caracteriza?

Efectuaram-se mudanças profundas nos espaços, isto é um facto. Estas mudanças prendem-se também com o novo conceito de casinos, por se verificar que o tradicional estava esgotado. O Casino está mais aberto, virado a todos, numa tentativa de desmistificar o tabu até aqui existente.

Como acha que reagiram os clientes a essas mudanças?

É natural que sempre que existam mudanças elas provoquem reacções, umas pela positiva, outras pela negativa. Estas são expressas, na sua maioria, pela clientela tradicional, o que bem se compreende. Houve, no entanto, o cuidado de não descurar e não deixar de atender à preservação do ambiente existente.

Sente-se que existe um Casino mais “jovem”.

E os clientes, são mais jovens?

No nosso Casino sempre coabitaram os mais e menos jovens.

É um facto que as mudanças introduzidas, pelo novo conceito de Casino, as novas tecnologias instaladas, os modernos bares, são já um ponto de referência e encontro dos mais jovens.

No entanto, os menos jovens têm os seus espaços e locais de entretenimento.

Caminha-se para uma maior informalidade na forma de estar, de vestir… de quem visita o Casino?

São outros os tempos, é maior a informalidade no vestir, a rigidez do fato e gravata há muito passou à história.

Não quer dizer contudo que esta informalidade seja sinónimo de desleixo na preservação do bom ambiente, que sempre foi uma característica do nosso Casino, a nossa imagem de marca.

Como coloca o Casino Figueira no panorama nacional face aos outros casinos? (atractividade, modernidade, inovação …)

Pese o facto da nossa inserção geográfica, com acessos não compatíveis para uma cidade turística da nossa dimensão, o nosso Casino em termos de instalações, modernidade e inovação, situa-se num patamar elevado em termos nacionais, do mais moderno que conheço.

Como vê a evolução dos jogos de Casino em Portugal? Continuarão a perder peso os jogos de bancados em detrimento dos jogos de máquinas?

Não se vislumbra um futuro risonho para os jogos bancados, esta previsão penso ser a da generalidade dos casinos.

Foi no sentido de inverter esta tendência que se criaram as salas mistas, com acesso livre a jogos bancados e máquinas. O tempo o dirá, mas creio bem que o jogo de máquinas terá atingido o seu “pico” e a discrepância agora existente será atenuada pelo aparecimento de novos jogadores de bancados.

Para onde se caminha em termos de jogos de Casino? Jogos On-line?

No momento, a realidade deixa-nos antever uma certa estagnação, as circunstâncias económicas actuais não nos são favoráveis, a concorrência dos jogos sociais, em especial o Euromilhões, retira uma grande fatia de apostas aos casinos. Os jogos on-Iíne não só retiram receitas aos casinos como o próprio Estado é lesado pela não cobrança de impostos vendo, sim, os impostos pagos pelos casinos diminuírem de ano para ano.

Após mais de 30 anos, as portas do salão nobre voltaram a abrir-se permitindo o acesso livre aos jogos de bancados.

Como têm sido os primeiros dias? Acha que tal vai contribuir para aumentar o número de clientes deste tipo de jogos?

Estes primeiros dias de acesso livre aos jogos bancados não são ainda concludentes de forma a que se possam retirar conclusões bem definidas. Há por assim dizer um misto de curiosidade, de deslumbramento pela beleza da sala, por parte de quem entra, e também o desejo de provar a sua sorte.

Creio firmemente que esta abertura aumentará num futuro a clientela a este tipo de jogos, para muitos desconhecido até agora.

Com o salão nobre “devolvido” à cidade e transformado em sala de jogos mista, o Casino Figueira abriu uma nova sala de jogos bancados. A quem se dirige esta nova sala?

Foi desejo da administração dotar o Casino com uma nova sala de jogos bancados – jogos tradicionais, sem máquinas dandoassim ao cliente mais tradicional um espaço mais reservado, mais intimista, fora do olhar da maioria dos que, sem jogar, provocam em quem joga algum incómodo.

Sabemos que em termos profissionais já visitou a catedral dos jogos de casino – Las Vegas. O que mais o impressiona em Las Vegas?…

E o Casino Figueira: está muito longe dos casinos europeus?

Las Vegas é outro mundo, falamos de realidades incomparáveis, não nos podemos esquecer que é uma cidade virada exclusivamente para o jogo, com cerca de 50 casinos a funcionar 24 horas sobre 24 horas, com uma taxa de ocupação incrível, só abrandando entre as 6 e as 10 horas da manhã, não deixando contudo de se jogar.

Falamos de casinos/hotéis cada um com milhares de alojamentos, salas de jogos equipadas com máquinas que variam entre as 2 mil e 4.500, a par de centenas de mesas de jogos bancados, por casino.

Estamos efectivamente muito longe desta realidade, no entanto em Las Vegas não vi nenhuma sala de jogo com a beleza da nossa sala de jogos bancados, aproximando-se muito, em termos relativos, à decoração da nossa sala de máquinas que para mim, e do que conheço, é uma das melhores da Europa.

Fonte: O Figueirense

                                                                                                                                                             

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