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PORTUGAL: Algarve inverteu “ciclo negativo” mas resultados ainda são “pouco satisfatórios”

Operadores e Casinos de Portugal

27/12/05 PORTUGAL: Algarve inverteu “ciclo negativo” mas resultados ainda são “pouco satisfatórios”

AHETA: balanço do ano turístico 2005

As empresas turísticas e hoteleiras do Algarve tiveram este ano uma estagnação (+0,2%) dos resultados líquidos, concluiu a AHETA no seu balanço do ano turístico divulgado hoje, no qual afirma que 2005, “apesar de representar a inversão de um ciclo negativo que se vinha verificando desde o ano 2000, apresenta resultados pouco satisfatórios para as empresas, sobretudo se levarmos em consideração as perspectivas pouco animadoras para o próximo ano”.

De acordo com a AHETA — Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, “em média, as unidades hoteleiras algarvias mantiveram os resultados líquidos ao mesmo nível do ano anterior (+0,2%)”, com apenas 28,3% a indicarem um aumento dos lucros este ano e 14,9% a apontaram uma deterioração.

Apesar desta evolução, segundo a AHETA, 45,8% das empresas considerou que a sua situação financeira melhorou este ano, 41,7% declarou ter mantido este indicador e 12,5% afirmaram ter sofrido uma degradação relativamente ao exercício anterior.

A Associação estimou que este ano as empresas turísticas e hoteleiras do Algarve tiveram um aumento médio da facturação bruta em 3,3%, com um aumento dos custos operacionais em 2,5%, e que os resultados operacionais melhoraram 1,2%.

Melhoria da ocupação à custa do preço

O balanço da AHETA indica que a melhoria dos resultados operacionais veio principalmente do aumento das taxas de ocupação, referindo que “em termos globais, os preços mantiveram-se ao mesmo nível do ano anterior (+0,7%)”, com apenas 33,4% dos estabelecimentos a declararem ter aumentado os preços em 2005, face a 53,8% que informaram terem mantido o mesmo nível de 2004.

“A subida das taxas de ocupação fica a dever-se, essencialmente, à manutenção e/ou abaixamento dos preços por parte das empresas, o que afectou os resultados empresariais e reflecte a progressiva perda de competitividade do Turismo do Algarve desde o ano 2000”, lê-se nas conclusões do balanço, o qual salienta que “se é verdade que as razões de ordem conjuntural não podem ser dissociados desta perda de competitividade, não devemos nem podemos continuar a ignorar os aspectos de ordem estrutural, tanto do lado da procura como da oferta, cujos reflexos estão à vista de todos”.

Segundo o balanço da AHETA — baseado nos estudos mensais feitos pela Associação com base em inquéritos aos associados (170 por mês em média, representativos de cerca de 60% da oferta de camas registadas) — este ano a taxa de ocupação média/quarto foi de 57,4% (Novembro de 2004 a Outubro de 2005), o que representou uma melhoria de 2,2 pontos percentuais, mas a taxa de ocupação/cama apenas subiu 0,7 p.p., para 45,5% (as taxas indicadas referem-se às ocupações das unidades de alojamento em funcionamento em cada momento, não levando em consideração os empreendimentos que encerram durante a estação baixa).

A melhoria das taxas de ocupação, de acordo com o balanço da AHETA, baseou-se no aumento do número do número de hóspedes, já que este ano se verificou uma queda da estada média, em 0,2 dias face a 2004, para 5,7 dias, que a Associação refere seguir “a tendência de descida progressiva iniciada em 1999”.

Aliás, nas suas conclusões o balanço indica que a ocupação média/quarto ficou este ano 12 p.p. abaixo do nível de 1999, enquanto a taxa de ocupação/cama tem um valor 45,5% inferior, com a Associação a destacar “o facto do mercado alemão, contrariamente ao inicialmente previsto, ter voltado a registar uma nova descida (10,9%) relativamente ao ano anterior”.

33 milhões de dormidas

O balanço da Associação aponta para um total de 33 milhões de dormidas de turistas este ano na região do Algarve, das quais 18,3 milhões em estabelecimentos classificados oficialmente e as restantes em segundas residências, camas não classificadas oficialmente e outros meios de alojamento.

Segundo as estimativas da AHETA, a região recebeu este ano 5,5 milhões de turistas, dos quais 2,7 milhões de portugueses e 2,8 milhões de estrangeiros.

Entre os portugueses, a AHETA estima que 1,7 milhões ficaram em casa própria, familiares ou amigos.

Relativamente aos estrangeiros, a estimativa da Associação aponta para que cerca de 600 mil tenham recorrido a alojamentos alternativos para as suas férias.

Os principais mercados da hotelaria algarvia em 2005 foram o britânico, com cerca de 7,4 milhões de dormidas e 963 mil turistas, o português, com 4,2 milhões de dormidas e 1,05 milhões turistas, o alemão, com 1,8 milhões de dormidas e 215 mil turistas, o holandês, com cerca de 130 mil turistas e mais de 1,43 milhões de dormidas, e o irlandês, com 99 mil turistas e 860 mil dormidas.

A AHETA refere que foram que “os Hotéis foram os estabelecimentos que mais contribuíram para a subida média das taxas de ocupação, designadamente os de 4 estrelas, uma vez que os Aldeamentos e os Apartamentos Turísticos continuaram a registar descidas comparativamente ao ano anterior”.

Golfe com resultados “notáveis”

Relativamente a produtos específicos, a AHETA salienta que o golfe na região totalizou “um número médio de voltas por campo de 36.124, o que é verdadeiramente notável, atendendo às médias que se verificam em outros destinos concorrentes”.

Segundo a Associação, o golfe foi de todos os produtos turísticos da Região o que apresentou melhores resultados, com os seus campos a atingirem 1,030 milhões de voltas, mais 9,1% que no ano passado.

Já quanto aos Casinos do Algarve, a AHETA concluiu que “acompanharam a tendência geral, tendo baixado ligeiramente, pela primeira vez em dez anos, as suas receitas”, uma situação que se verificou também com os Parques Temáticos, os quais, afirma, “sentiram os efeitos negativos da contracção da procura, o que afectou negativamente, embora de forma ligeira, as suas receitas”.

“As Marinas do Algarve, em termos gerais, mantiveram os níveis de procura do ano anterior, designadamente as de Vilamoura e Lagos, enquanto a de Albufeira registou um acréscimo de ocupação de 9%”, refere a AHETA.

Quanto ao segmento do imobiliário turístico, a AHETA concluiu que apresentou “sinais de recuperação” este ano, apesar de abalado “pelas recentes alterações legislativas, quer no que respeita às empresas offshore proprietárias de prédios em Portugal, quer com a Reforma da Tributação do Património, o que retraiu e retirou confiança a potenciais investidores e afectou negativamente a imagem do nosso país enquanto destino credível e seguro para investidores estrangeiros”.

A AHETA atribui esta recuperação “aos efeitos de prémios internacionais, sendo de destacar o da prestigiada cadeia televisiva BBC considerando o Algarve como o melhor destino para investimento estrangeiro em casas de férias”.

Fonte: Presstur

 

                                                                                                                                                             

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