
08/04/07 PORTUGAL: Um ano após abertura Sorte acompanha o Casino Lisboa
O Casino Lisboa celebra, no dia 19, o primeiro ano de vida, mas já é a segunda maior sala de jogo do País, em termos de prémios atribuídos e de receitas obtidas. Conta ainda com tantos visitantes – dois milhões – como o que é classificado como o maior da Europa, o Casino Estoril.
Dois milhões de visitantes jogaram 288 milhões de euros. Deste valor, 210 milhões de euros foram distribuídos em prémios, sendo os restantes 78 milhões receitas. Para os cofres do Estado reverteu metade.
No ano passado, o Casino Lisboa obteve receitas de 54 milhões de euros em apenas nove meses, tendo sido só ultrapassado pelo Estoril. Para este ano, as previsões indicam um crescimento das receitas entre dez e 15 por cento, revelou o concessionário, o grupo Estoril-Sol.
Uma das apostas para o sucesso do Casino Lisboa foi criar um espaço diferente e que atraísse um público mais jovem do que aquele que frequenta o Casino Estoril. Para a concretização desse objectivo foi adoptado um programa de espectáculos que integra a passagem por Lisboa de produções internacionais de musicais e também concertos com entrada livre, sobretudo de músicos portugueses.
A ‘Grande Festa’ de aniversário segue essa receita. O espectáculo em cena é o Crazy Horse. O concerto de entrada livre fica a cargo do grupo The Gift e há a actuação de um DJ de renome internacional. O público-alvo são pessoas até aos 40 anos, muitas das quais turistas que escolhem um hotel na zona do Parque das Nações.
“GANHEI SEM SABER JOGAR”
João Soares, oficial de operações da aviação civil, tem 31 anos e enquadra-se no perfil da maioria dos frequentadores do espaço. “Venho ao casino à noite bastantes vezes para assistir a concertos e conviver com os amigos. Um dia decidi jogar baccarat e não é que tive sorte?”, disse.
A chamada sorte de principiante rendeu-lhe 7500 euros. Baccarat é o jogo de cartas que serviu de enredo no mais recente filme de James Bond, ‘Casino Royale’. Ao contrário do agente secreto britânico, João Soares confessou que “pouco percebia do jogo”. Começou a jogar com apenas vinte euros e, tal como Bond, foi bem sucedido. “Comecei a ganhar, fui apostando e acabei com uma bonita soma. Isto aconteceu no último Natal e veio mesmo a calhar: comprei prendas para mim, em que a maior foi um computador, e é claro para toda a família”, acrescentou.
JOGA SEM LOUCURAS
Onde João Soares não se encaixa com a maioria dos apostadores é no tipo de jogo que prefere. A esmagadora maioria joga nas máquinas (slot machines). Apenas 18 por cento prefere o jogo bancado.
A professora brasileira Noemir Oliveira é das apostadoras que prefere as máquinas. “Jogo muito pouco e nunca entro em loucuras. Quando vejo que já ganhei algum dinheiro paro”, assegura.
“Mas a sorte nem sempre está presente”, acrescentou Noemir Oliveira, que vive em Caneças (concelho de Odivelas). “O facto do casino estar numa zona turística é um ponto muito positivo. Habitualmente uma pessoa vem dar um passeio, apanhar um pouco de sol e aproveita para jogar um pouco.”
“Não posso dizer que sou uma grande jogadora ou que jogo há muito tempo, porque, na verdade, no Brasil não é permitido este tipo de jogo”, acrescentou.
MULTIDÃO AGUARDA ABERTURA
É uma imagem de marca do Casino Lisboa, a exemplo do que ocorre em outras grandes salas de jogo: pouco antes da abertura uma multidão junta-se à porta para tentar a sorte naquele que num ano se transformou no segundo casino do País e num dos maiores da Europa. Nas 12 horas de funcionamento a sala volta a encher quase sempre por volta da meia-noite. Concertos e diversão fizeram do casino um ponto de encontro para a noite, onde a sorte pode ser jogada a cêntimos.
SORTE DOS JOGADORES
“GOSTO DO LOCAL E DO AMBENTE” (João Soares, 31 anos, Lisboa)
“Visito o Casino Lisboa sobretudo à noite, nomeadamente à segunda-feira quando ocorrem os concertos de entrada livre. Nessas alturas aproveito e jogo. Gosto do local e do ambiente existente. Sobre a sorte não me posso queixar pois uma vez ganhei 7500 euros a jogar Baccarat.”
DISTRACÇÃO QUE COMBATE STRESS” (Noemir Oliveira, 55 anos, Odivelas)
“Aproveito quando estou de folga e tento a sorte no casino. Habitualmente jogo vinte euros e acabo sempre por não gastar todo o dinheiro. Quando estou a perder desisto para ficar com algum dinheiro. No fundo é uma distracção que combate o stress.”
“O MÁXIMO QUE SAIU FOI 20 EUROS” (Tiago Dias, 21 anos, Lisboa)
“Raramente venho ao casino. Só quando passo por aqui com alguns amigos. É um local muito bonito numa zona turística boa para passear. Só é pena não ter sorte. O máximo que me saiu foi vinte euros.
“CONCERTO DE JOSÉ CID FOI INCRÍVEL” (Maria Ramos, 55 anos, Lisboa)
“É um bom sítio para gastar dinheiro. Tenho a certeza que quando cá venho com o meu marido é mais o que gastamos. Em média gasto 30 euros. O máximo que ganhei foi cem euros. Também aproveito para ver os concertos. O do José Cid foi incrível.”
PORTUGAL É DOS QUE MENOS JOGA
Portugal é um dos países europeus com menos casinos e também um daqueles em que menos se aposta. São nove os casinos a funcionar. Há ainda licença para a abertura de mais quatro (Tróia, Vidago, Porto Santo e Açores), mas para os quais não há qualquer data prevista.
Os 10,6 milhões de portugueses repartidos pelos nove casinos resultam em 1,1 milhões de habitantes por sala de jogo. Entre os 27 países da União Europeia só quatro possuem mais habitantes por casino (Itália, com um por cada 11,6 milhões de habitantes; Finlândia, com um para 2,5 milhões; Suécia, com um para 1,8; e Hungria, com um para 1,6). Dois outros países possuem um valor idêntico – Bélgica e Grécia. Os outros vinte Estados contam com muitos mais casinos. No Reino Unido para uma população de 60 milhões existem 141, em França 189 e na Holanda para uma população de 17 milhões há 51 salas, segundo dados fornecidos pela Associação Portuguesa de Casinos.
Maior da Europa
O Casino Estoril, que no ano passado entregou em prémios 315 milhões de euros, é classificado como o maior da Europa tendo em conta o número de mesas de jogo (jogo de banca), de slot machines e também o volume de prémios entregues. Possui 1100 máquinas e 25 mesas de jogo. Com maior número de máquinas (1200) figura o Café de Paris, em Montecarlo (Mónaco), mas tem apenas 15 mesas de jogo. O terceiro é o Holland Casino, em Utrecht, na Holanda, com 83 mesas e 1000 máquinas; o quarto o Regency Casino, em Tessalónica, na Grécia com 83 mesas e 911 máquinas.
Os casinos portugueses obtiveram, em 2006, receitas de 355 milhões de euros, uma vez retirados os prémios entregues aos jogadores, o que representa mais 14,6 por cento do que em 2005. Um valor abaixo – mesmo tendo em conta a menor população – dos 4,3 mil milhões obtidos no Reino Unido, os 2,7 mil milhões de França; ou os 1,7 mil milhões obtidos em Espanha.
MACAU VENCE LAS VEGAS E MÓNACO
Macau, o maior espaço de jogo asiático, é desde o ano passado também o principal local do Mundo para apostar, ultrapassando Las Vegas. O antigo território sob administração portuguesa totalizou em receitas, excluído o dinheiro entregue em prémios, 5,58 mil milhões de euros. Em Las Vegas as receitas foram de 5,2 mil milhões de euros. Os terceiros e quatros maiores são também nos Estados Unidos: Atlantic City e Nova Orleães. Mónaco ocupa a quinta posição, com dois mil milhões de euros.
ROLETAS MOVIMENTAM MILHÕES
São nove os casinos existentes em Portugal: Estoril, Lisboa, Póvoa de Varzim, Espinho, Vila Moura, Praia da Rocha, Monte Gordo, Figueira da Foz e Funchal.
TRABALHADORES
Estoril – 700
Lisboa – 300
Póvoa – 400
Espinho – 400
Algarve – 650
F. Foz – 200
Funchal – 200
SLOT MACHINES
Estoril – 1100
Lisboa – 900
Póvoa – 665
Espinho – 1000
Algarve – 900
F. Foz – 480
Funchal – 205
RECEITAS 2006
Estoril – 112 milhões de euros
Lisboa – 54 milhões de euros
Póvoa – 54 milhões de euros
Espinho – 53 milhões de euros
Algarve – 45 milhões de euros
F. Foz – 24 milhões de euros
Funchal – 13 milhões de euros
ESTADO
A criação do Casino Lisboa implicou a entrega de uma verba inicial de 30 milhões de euros ao Estado. Dessa verba a Estoril-Sol já pagou metade, devendo o restante ser entregue no fim deste ano e em 2008. O dinheiro está no Turismo de Portugal à espera de regulamentação do Ministério da Economia para que a Câmara de Lisboa possa receber a sua parte, ou seja, dez milhões de euros do dinheiro já entregue.
Fonte: Correio da Manhã
João Saramago/E.N.
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