A criatividade é a alma do negócio

A criatividade é a alma do negócio

A Blip tornou-se num dos principais centros de desenvolvimento do grupo Betfair e desenvolveu produtos que são usados por mais de quatro milhões de utilizadores nos quatro cantos do mundo.

A Blip nasceu em 2009 como uma pequena ‘startup’ que desenvolvia aplicações web de alta performance para diversos clientes. Entre 2009 e 2012 a empresa cresceu de três para cerca de 40 colaboradores, altura em que foi adquirida a 100% por um dos seus principais clientes: o grupo Betfair, um dos principais ‘players’ a nível mundial no negócio de apostas desportivas e jogos ‘online’.

Desde então, a Blip tornou-se num dos principais centros de desenvolvimento do grupo Betfair e desenvolveu produtos que são usados por mais de quatro milhões de utilizadores nos quatro cantos do mundo, sendo os principais mercados o Reino Unido, Irlanda, Espanha, Itália, Dinamarca, Austrália e Estados Unidos”, diz Hélder Martins, director da tecnológica.

“O negócio está em franco crescimento. A Betfair tem mostrado um desempenho muito bom nos últimos anos, reportando um crescimento anual de cerca de 15%. Além disso, é importante destacar que, tal como já vem sendo anunciado na imprensa, está em curso um negócio de fusão entre a Betfair e a Paddy Power (outro grande operador de jogo ‘online’) que, a concretizar-se, dará origem à maior empresa do género com cotação na bolsa. No entanto, o crescimento do volume de negócios do grupo não significa que vamos continuar a aumentar o nosso número de colaboradores ao mesmo ritmo. O objectivo passa por optimizarmos os processos e metodologias Lean para que possamos fazer mais com os mesmos”, comenta.

A empresa, nas suas instalações, tem um saco de boxe, consolas, trotinetes ou matraquilhos. Para Hélder Martins isso ajuda na produtividade dos colaboradores. Mas não só. “De certa forma sim… mas é muito mais complexo e interessante que isso.

A cultura da Blip assenta no bem-estar dos nossos colaboradores, na confiança e na responsabilização”, resume.

O desenvolvimento de software é um trabalho cognitivo que vive de inspiração e de alguns “momentos Eureka”. Como tal, estimular a criatividade e o bem-estar dos colaboradores é estimular a produtividade. As consolas, trotinetes, matraquilhos, o trabalho remoto, as massagens, os horários flexíveis, as actividades de equipa, entre outros, fazem parte da nossa cultura, mas tudo isto acontece de forma orgânica e vai ao encontro daquilo que são os interesses dos nossos colaboradores, daquilo que os faz sentir em casa e estimula a sua criatividade.

Depois surge a parte da responsabilização: “Temos perfeita consciência de que este modelo não se adequa a todos os perfis e, por isso, procuramos pessoas com grande sentido de responsabilidade, autonomia e maturidade. Para nós, os comportamentos são, pelo menos, tão importantes como a valia técnica”, acrescenta.

Os dias de trabalho na empresa são longos. “Normalmente começo o dia a tomar o pequeno-almoço na cozinha do escritório. Sempre que há tempo, tento ficar para uns minutos de conversa com quem lá estiver. Às 9.30 tenho uma ‘stand-up meeting’ com a equipa de liderança de tecnologia da Betfair, normalmente por videoconferência. Esta reunião pretende ser rápida e, por isso, é feita de pé e serve para cada um dos membros da equipa partilhar aquilo que tem planeado para o resto do dia de trabalho, tudo para estarmos sempre sincronizados”, descreve.

Exceptuando estes dois “rituais” diários, os seus dias nunca são iguais. “Um dia típico pode incluir coisas tão diferentes como entrevistar candidatos a emprego – faço questão de entrevistar sempre candidatos a determinado tipo de vaga –, reuniões de ‘steering’ de projectos, sessões de coaching, reuniões gerais com todos os colaboradores (uma por mês) onde partilhamos tudo aquilo que se passa na empresa e onde é feita uma sessão aberta de perguntas e respostas”, indica.

Há apenas duas regras que tenta impor a si próprio: “Marcar tempo no calendário para poder pensar entre reuniões e afazeres diários, bem como passar o mais tempo possível com as pessoas da minha equipa.”

Os 2.500m2 de escritório foram projectados para fomentar o convívio e a criatividade e, por ser um grande ‘open space’, é habitual os Blippers deslocarem-se em trotinetes e skates. “Um dos pontos centrais do escritório é a cozinha/cantina onde nos reunimos para tomar o pequeno-almoço e almoçar. Toda a comida é grátis, à excepção da sopa que custa 0,50€. Esse dinheiro é depois doado a instituições de caridade da cidade do Porto. Não há gabinetes, mas há 12 salas de reuniões que podem ser reservadas por qualquer colaborador, todas elas equipadas com videoconferência e televisão. Por todo o lado há recantos onde as equipas de desenvolvimento podem reunir-se à volta de um quadro branco e partilhar ideias. Existem diversos espaços de relaxamento com consolas de jogos, ténis de mesa, matraquilhos e uma sala “zen” com um aquário e poltronas para quem necessitar de meditar num ambiente mais calmo e silencioso”, diz. E conclui: “O nosso auditório, com capacidade para 250 pessoas, é também o nosso salão de festas por excelência. Se for preciso espaço para dançar não há problema, as bancadas rebatem”, descreve o responsável.

Fonte: Económico

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