16/04/06 PORTUGAL: Apostar tudo em sorte ou azar
O suor que escorrega pela face de R. marca-lhe o cigarro nervoso no canto da boca, à medida que a roleta americana gira sobre si. À frente, um homem de meia-idade, como quase todos os que enchem a sala mista do Casino Solverde, em Espinho, agita nas mãos uma série de fichas coloridas. O vizinho, bigodaça caiada de branco, balança as pernas e remexe os bolsos.
Por toda a sala, há grupos de homens em torno dos jogos bancados. Mas também há mulheres. Sobretudo junto das brilhantes slot machines, onde os progressivos são tão altos que grudam os olhos dos apostadores nos 579 mil euros que não páram de piscar no alto do painel. “Zero”, diz monocórdico o pagador de banca. “Porra”, vocifera, desapontado, R., que dá meia volta e desaparece junto de outra banca.
Mais sorte teve, no início deste mês, um cliente habitual do Solverde, lembra Joaquim Pinto, da direcção de jogos. “Com 75 cêntimos levou 200 mil euros de uma multilinhas”. Um jackpot que se junta aos 350 mil euros atribuídos pelo casino nos primeiros três meses deste ano.
Apesar da crise que se colou ao país, as apostas em jogos de casinos, bingos e lotos da Santa Casa estão a aumentar. Tudo somado, ronda os 3 mil milhões de euros o valor das receitas conseguidas em 2005. De acordo com dados da Inspecção-Geral de Jogos (IGJ), o volume total da receita proveniente da venda de cartões em bingos fora dos casinos ultrapassou, no ano passado, os 105 milhões de euros. Já a receita bruta da venda de fichas em salas de máquinas e de jogos tradicionais nos casinos subiu para os 1427 milhões de euros (em 2004, os dados apontam para uma receita bruta de todos os jogos na ordem dos 299 milhões de euros). A estas quantias juntam-se, ainda, os resultados inéditos dos lotos da Santa Casa 1532 milhões de euros.
“Só no ano passado”, revela António Alegria, inspector-geral da IGJ, “foram canalizados para o sector público receitas de jogos de casinos e de bingos superiores a 177 milhões de euros. Mais 2% do que em 2004”. Uma fonte importante para os cofres do Estado e para o desenvolvimento do turismo nacional. “Actualmente, o jogo é uma actividade que produz uma riqueza significativa”, comenta o inspector. “E se hoje somos um grande destino turístico, em parte isso deve-se a estas verbas que provêm dos casinos”.
E ainda das que virão. Este ano, aos oito casinos existentes, acrescenta-se o de Lisboa, com inauguração agendada para a próxima quarta-feira. Dentro de dois anos surgirá, entretanto, o de Tróia, o de Vidago-Pedras Salgadas (Chaves), o de Porto Santo e o de S. Miguel (Açores). No segredo dos deuses fica o potencial casino previsto para a Serra da Estrela e do qual a Associação Portuguesa de Casinos nem quer ouvir falar. “Caso esse projecto exista, ele merece a nossa oposição, dado tratar-se de área incluída na protecção concorrencial de 300 km em torno da concessão do Estoril, que inclui os casinos do Estoril e Lisboa”.
Ao rol das máquinas de fazer dinheiro vão juntar-se ainda bingos. No Faial e na Terceira surgirá uma sala de máquinas, sendo que esta última terá um bingo. Uma listagem que ficará completa, indica a IGJ, com um bingo previsto para Leiria.
Fonte: Jornal de Noticias
Isabel Forte
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