13/12/05 PORTUGAL: Deputados da maioria querem menos andares no projecto do Estoril-Sol
A Assembleia Municipal de Cascais aprovou hoje uma recomendação da maioria PSD/CDS-PP para que o edifício que vai substituir o Hotel Estoril-Sol tenha no máximo 14 andares, em vez dos 15 projectados.
Os votos da maioria PSD/CDS-PP e do deputado socialista Eurico Paulo, a abstenção do deputado municipal social-democrata João Estarreja, a abstenção do PS e os votos contra da CDU e do Bloco de Esquerda (BE), aprovaram a recomendação O documento defende que o “projecto seja reduzido de pelo menos um piso em cada um dos três `pontos de referência` (três torres de 15 andares), relativamente ao máximo estabelecido no plano”.
O deputado do PSD João Estarreja absteve-se igualmente da votação do plano de pormenor, aprovado com os votos da maioria e os votos contra de toda a oposição.
João Estarreja manifestou “alguma preocupação” com “a volumetria” do edifício, acrescentando que “gostaria que tivessem sido dois e não apenas um o número de pisos a abater”.
“Quem casa com a moda fica viúvo quando nova moda aparece”, declarou ainda, referindo-se ao eventual arrojo do projecto do arquitecto Gonçalo Byrne, que prevê três torres de quinze andares.
O deputado municipal social-democrata João Dias Coelho fez acompanhar os seus votos favoráveis, tanto à proposta de redução de pelo menos um andar como ao plano de pormenor, de uma declaração de voto em que sugere que “na apreciação do licenciamento do projecto se possa ir mais além do que a recomendação aprovada”.
João Dias Coelho explicou à Lusa que gostaria que o projecto tivesse “menos densidade” urbanística e que também preferia que este representasse uma “opção turística”, já que o desactivado hotel dará, por outro lado, lugar a um complexo habitacional e de comércio.
A votação de hoje aconteceu depois do plano de pormenor ter sido discutido em duas reuniões da Comissão de Ordenamento do Território, Transportes, Urbanismo, Saneamento Básico e Ambiente, composta por cinco deputados municipais da maioria PSD/CDS-PP, dois do PS, um da CDU e um do BE.
O deputado municipal Pedro Gonçalves justificou a oposição da bancada do PS com o facto de o complexo habitacional de luxo previsto para o local “não produzir riqueza nem postos de trabalho”.
Pedro Gonçalves lamentou, assim, que o hotel não dê lugar a outro complexo turístico e considerou que “Cascais vai ter um novo tipo de betão só que mais rico, mais refinado”.
O deputado municipal da CDU José Wanzeller defendeu igualmente “que aquele local era um local privilegiado para uma unidade hoteleira” e que “só pode haver turismo em Cascais se existirem unidades hoteleiras com alguma dimensão”.
Para a deputada do BE Clara Andrade, o edifício projectado “vai continuar a ser a excepção num local de baixa densidade de construção”, acrescentando que se o Estoril-Sol tem uma arquitectura de “gosto duvidoso”, essa classificação também se pode aplicar ao projecto cujo plano de pormenor foi aprovado.
O plano de pormenor define que o complexo imobiliário previsto para o local do Hotel Estoril-Sol, que será demolido, “representa uma quebra de um terço” na densidade urbanística, “traduzida na redução dos actuais 44.000 metros quadrados para 30.000, distribuídos em 28.800 para área habitacional e 1.200 para área comercial”.
O protocolo entre a Estoril-Sol e a autarquia estabelece que a componente hoteleira seja compensada através da reconstrução do Hotel Miramar, com 100 quartos, no Monte Estoril, e da construção de uma nova unidade hoteleira, com 200 quatros, em local ainda a definir.
No espaço envolvente ao actual hotel, o plano de pormenor determina que será construída uma praça, um parque de estacionamento público subterrâneo, com 100 lugares, uma passagem pedonal inferior “direccionada para o mar, atenuando a barreira formada pelo eixo ferro- rodoviário”.
A requalificação e ampliação do Parque Palmela são também abrangidas pelo plano de pormenor.
O presidente da Câmara Municipal de Cascais, António Capucho (PSD), considerou que o Estoril-Sol “estava moribundo, altamente deficitário” e sublinhou que o número de quartos será reposto com as novas unidades que o promotor se comprometeu a construir.
António Capucho frisou ainda que os prejuízos que o hotel apresentava conduziriam a despedimentos, afirmando que muitos trabalhadores foram absorvidos pelo Hotel Miragem, construído ao lado do Estoril-Sol, e que outros encontrarão trabalho nas novas unidades projectadas.
O autarca acrescentou ainda que as obras públicas que cabem à Câmara neste plano de pormenor serão financiadas, na íntegra, pelas verbas da concessão do jogo no Casino Estoril.
Fonte: RTP/Agência LUSA
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