10/09/06 PORTUGAL: Milhões para o Alentejo
Turismo: novos projectos já estão em fase de aprovação
Costa alentejana abre-se ao turismo
Um ano depois das demolições das duas torres de Tróia, a península começa a ganhar uma nova forma. As obras de construção dos novos complexos turísticos, avaliados em 400 milhões de euros, estão a decorrer a bom ritmo e em 2008 já deverá estar concluído o Hotel Casino, do grupo Amorim, os apartamentos turísticos do grupo Sonae, o centro de congressos, a marina e o novo cais dos ferrys.
Este são apenas alguns dos investimentos previstos para a Costa Alentejana, que o ministro da Economia Manuel Pinho apontou no seu bloco de notas como de extrema importância para o desenvolvimento do País. Ao todo deverão ser criadas cerca de 50 mil camas turísticas e investidos até 2020, só na construção de uma dezena de grandes projectos, mais de três mil milhões de euros, dois mil milhões dos quais no concelho de Grândola. Os restantes correspondem a dois empreendimentos em Odemira.
A sul de Tróia vão também iniciar-se as obras de outros dois projectos: o empreendimento do Pinheirinho e Costa Terra, em Melides. Um investimento na ordem dos 600 milhões de euros, que compreende 400 moradias turísticas e dois campos de golfe. Aquando da sua apresentação pelo primeiro-ministro José Sócrates, a legalidade dos projectos foi questionada por ambientalistas: parte da área dos empreendimentos está inserida na Rede Natura 2000. O Governo respondeu com a declaração de interesse público.
Além destes empreendimentos turísticos, estão a ser ultimados os planos de pormenor de outros três grandes projectos, contou ao CM o presidente da Câmara de Grândola. Segundo Carlos Beato, um dos projectos, que contempla um aldeamento turístico e zona hoteleira e que pertence ao grupo Pestana, está avaliado em 75 milhões de euros e ficará localizado junto ao antigo parque de campismo de Tróia. O do grupo Espírito Santo, conhecido como Herdade da Comporta/Carvalhal, ficará dotado de hotéis, um aldeamento turístico e campo de golfe, num investimento de 450 milhões de euros. No interior do concelho, junto à auto-estrada, está também em avaliação o projecto da Herdade da Medronheira. Este empreendimento está orçado em 150 milhões de euros e prevê um aldeamento, campo de golfe e centro hípico.
RECURSO A TRIBUNAL
A associação ambientalista Quercus quer impedir a construção dos complexos turísticos da Costa Terra e do Pinheirinho por estes irem ocupar terrenos da Rede Natura 2000, que o Governo entretanto transformou em zonas de utilidade pública.
Para a concretização deste objectivo “a Quercus pôs uma acção no tribunal administrativo e fiscal”, disse ao CM o presidente da associação, Hélder Spínola. “Foi também apresentada queixa junto da Comissão Europeia e a Quercus não afasta a possibilidade de recorrer a uma providência cautelar.”
O projecto Tróia Resort merece igualmente críticas à Quercus perante o número de camas, que a associação considera “excessivo”.
CARVALHAL EM OBRAS ATÉ 2008
A Câmara Municipal de Grândola quer transformar o Carvalhal na localidade de apoio aos milhares de turistas que irão frequentar os empreendimentos em construção entre Tróia e Melides. Até 2008, segundo o presidente da Câmara, Carlos Beato, vão ser investidos naquela freguesia cerca de onze milhões de euros em novas infra-estruturas e na construção de equipamentos sociais. “Queremos um desenvolvimento integrado e uma interacção com os empreendimentos turísticos. Trata-se da implementação do plano de urbanizarão que levou mais de uma dúzia de anos a ser aprovado pelo Governo”, frisou.
Nos próximos dois anos, vão ser criados novos loteamentos para os residentes, espaços verdes e habitações sociais. “Vamos pôr à disposição da população diversos equipamentos como o centro social, o complexo escolar e o polidesportivo. O Carvalhal vai ter novos arruamentos, nova iluminação, ciclovias e duas modernas Estações de Tratamento de Águas Residuais”, acrescentou o autarca.
PROJECTOS DA COSTA
ALCÁCER
Na Comporta foi construído um hotel com 80 camas, o empreendimento do Montalvo (300 camas) e 138 apartamentos turísticos e moradias, denominadas Casas da Comporta. Prevista está a construção do empreendimento da Herdade da Comporta/Carvalhal, do Grupo Espírito Santo, que abrange os concelhos de Alcácer e de Grândola.
GRÂNDOLA
O projecto da Herdade da Comporta/Carvalhal (5700 camas) e o empreendimento do grupo Pestana, ambos em fase de apreciação; os empreendimentos a serem construídos em Tróia, dos grupos Amorim e Sonae (dez mil camas); e ainda os que foram aprovados, Costa Terra e Pinheirinho (4400 camas), somam um investimento de dois mil milhões de euros. Deverão ser criados cinco mil postos de trabalho directos.
SINES
Três projectos turísticos estão em fase de apreciação no concelho de Sines, todos para a freguesia de Porto Covo. Um dos empreendimentos, segundo a autarquia, ficará localizado junto à barragem de Morgavel. Para a cidade está prevista a construção de um hotel com 140 camas e um centro de congressos. Esta unidade junta-se ao já existente Hotel Sinerama, com um total de 280 camas.
ODEMIRA
Situado perto de Milfontes, o projecto da Vila Formosa terá 1600 camas e um campo de golfe de 18 buracos, num investimento de 500 milhões de euros. O projecto Montinho da Ribeira/Algoceira custará cerca de 400 milhões e terá também um campo de golfe e 1200 camas. Estão ambos em fase de estudo de impacte ambiental e deverão criar três mil postos de trabalho.
“PRIMEIRA FASE DE TRÓIA CONCLUÍDA EM 2008”
Carlos Beato, presidente da câmara de Grândola, diz que todos os projectos turísticos deverão estar concluídos em 2020.
Correio da Manhã – As demolições das duas torres de Tróia aconteceram há um ano. O que significou esse dia para a região?
Carlos Beato – Foi um dia marcante para o concelho, pois podemos considerar que existe um antes e um depois das demolições da torres. A partir dessa data, as pessoas ficaram com a ideia clara de que os projectos iam mesmo avançar e que seria criada uma nova Tróia, uma nova oportunidade e um novo destino turístico.
– O que é que já está em obra no concelho?
– Estão alguns dos projectos da península de Tróia, como o novo cais dos ferrys, os ferrys [estão a ser construídos em Bilbau, Espanha], o hotel casino, a marina, o centro de congressos e os apartamentos turísticos. A primeira fase do complexo de Tróia ficará concluída em princípios de 2008.
– Quantas camas turísticas estão previstas?
– Cerca de 27 mil. Menos três mil do que o exigido pelo plano de ordenamento do território.
– Para quando a conclusão dos projectos previstos para a costa de Grândola?
– Em 2020.
– Nessa altura já deve estar longe da autarquia.
– Esta é uma vida muito cansativa, mas, quando penso no que está em jogo, às vezes digo para mim que tenho de estar junto dos processos mais algum tempo. Em 2020 deverei estar longe da câmara, mas dentro concelho.
– Enquanto for presidente, garante que não serão cometidas as atrocidades ambientais verificadas noutras regiões turísticas?
– Garanto. Não vai haver nesta frente atlântica nenhum prédio, além das torres de Tróia, com mais de dois pisos.
– Os empreendimentos turísticos vão criar cinco mil postos de trabalho directos e dez mil indirectos. Como vai ser obtida esta mão-de-obra ?
– Os principais beneficiários são as pessoas do concelho de Grândola. Mas não queremos isto só para nós. As regiões de Setúbal e do Alentejo vão dar muita mão-de-obra qualificada.
– Qual é o relacionamento da autarquia com as associações ambientalistas?
– Não temos problemas. Compreendo a posição de algumas, assim como elas também compreendem a autarquia.
PERFIL
Carlos Beato, de 59 anos, natural de Santarém, cumpre o segundo mandato como presidente da Câmara de Grândola. ‘Capitão de Abril’, participou na revolução ao lado de Salgueiro Maia. Formado em gestão de empresas, participou na Expo’98, foi adjunto do Governo Civil de Setúbal, deputado à Assembleia da República e participou na gestão da Companhia das Lezírias.
Fonte: Correio da Manhã
Alexandre M. Silva, Évora
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