
09/01/08 PORTUGAL: Sindicato faz ultimato a associação de casinos
“Nós vamos aguardar alguns dias, dar alguma tolerância para que as empresas que gerem zonas de jogo, como os casinos e os bingos, regularizem a situação, apesar de terem tido muito tempo para o fazer.
Depois vamos pedir às autoridades para intervirem.” Francisco Figueiredo, da Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal, é taxativo. “Vamos dar 15 dias. Os representantes dos trabalhadores circularão nas salas a nível nacional para ver se a lei está a ser cumprida. E se não estiver, vamos agir em conformidade.”
A entidade a que a denúncia, a existir, será feita, será, diz Figueiredo, a ASAE. “Não temos dúvidas de que é a autoridade competetente.” Quanto à questão das percentagens do espaço das concessionárias do jogo que deverão ser repartidos entre fumadores e não fumadores, o sindicalista, confrontado com as afirmações de Mário Assis Ferreira (representante da Associação de Casinos) que afirmou na segunda-feira que nessa matéria as empresas se reservam o direito de decidir, não admite duas interpretações. “Quem faz interpretações da lei são os deputados, não é de certeza a Associação de Casinos. O dr Mário Assis Ferreira quer salvar a face, porque andou a dizer que a lei do tabaco não se aplicava. Mas se na reunião do Conselho Consultivo da aplicaçao da Lei do tabaco ficou decidido que os casinos estão contemplados nas excepções da lei à proibição total de fumar, que incluem restaurantes, cafés e espaços de diversão nocturna, e se nesses espaços as percentagens do espaço para fumadores estão definidas, obviamente as percentagens para os casinos são as mesmas, só podem estar em pé de igualdade.”
Figueiredo admite, como aliás o director-geral da Saúde reconheceu ontem ao DN, que na reunião do Conselho a questão das percentagens não foi abordada. Mas tem uma explicação para isso. “Essa matéria não foi discutida porque não estava em discussão. Se, efectivamente, houvesse a hipótese de se estabelecerem regras diferentes, isso teria de ser definido.” E conclui: “De qualquer modo há uma evolução muito grande: o dr Mário Assis Ferreira agora já admite que vai determinar os espaços para os fumadores, partindo do princípio da proibição do fumo, em vez de partir, como antes fazia, da permissão. É uma alteração de linguagem que na boca dele é uma alteração de raciocínio.”
Frisando que a divisão existente neste momento nos casinos entre zonas de fumadores e de não fumadores não está de acordo com a nova lei – “Uma distância de dois metros entre uma roleta para fumadores e outra para não fumadores não se admite” -, Figueiredo diz ser necessário assegurar a rotação dos funcionários. “Só podem passar 30% do tempo de trabalho nas zonas de fumadores”. E acrescenta uma curiosidade: as empresas há muito proibem os funcionários de fumar em funções.
A interpretação dos representantes dos trabalhadores ganhou ontem um apoio de peso, consubstanciado nas declarações do constitucionalista Jorge Miranda, que diz não existirem razões para que os casinos sejam excepção à aplicação da Lei do Tabaco: “De acordo com o espírito da lei [do Tabaco] os casinos devem estar abrangidos” pela limitação de fumar”. Não vendo qualquer razão para que assim não seja, Miranda defende que “por ser posterior e ter um âmbito de aplicação inspirado no princípio geral de defesa da saúde pública a lei do Tabaco prevalece sobre a do Jogo”.
Fonte: Diário de Notícias
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