Encaixe para o Estado pode chegar aos 250 milhões.
A comissão interministerial que estuda a regulamentação do jogo online vai apresentar propostas de legislação ao Governo até ao final deste mês, disse à Lusa o respetivo coordenador, Feliciano Barreiras Duarte.
«É nossa intenção até ao final de março estar em condições para apontar ao Governo várias possibilidades do ponto de vista não só político mas sobretudo jurídico» para regulamentar o jogo online, afirmou o secretário de Estado Adjunto do ministro dos Assuntos Parlamentares.
Há quem acredite que esta pode ser a galinha dos ovos de ouro que vai salvar o futebol, mas o governante não acredita nisso.
Também legalizadas podem ser as corridas de cavalos com apostas.
A comissão inclui representantes dos ministérios das Finanças, da Economia e da Agricultura, do secretário de Estado do Desporto, do secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro (que tem a seu cargo a ligação entre o Governo e a troika), e o vice-provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
Comissão está a ouvir todos os envolvidos
O objetivo é criar condições para que o jogo online possa funcionar legalmente em Portugal. A comissão tem estado a ouvir partes interessadas, como a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), a Federação Portuguesa de Futebol (FPF), a Associação Portuguesa de Casinos, a Santa Casa da Misericórdia e a Confederação do Turismo Português.
Ainda na sexta-feira, a comissão teve encontros com a SIBS (empresa de gestão de meios de pagamento), com a Anacom (regulador das telecomunicações), com a Unicre (empresa de emissão de cartões de pagamento) e com a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP).
Barreiras Duarte disse que tenciona também reunir com o Banco de Portugal, com a Associação Portuguesa de Bancos e com outras entidades, de forma a criar «o modelo mais consensual e perfeito possível, que permita a Portugal de uma vez por todas encontrar mecanismos para a legalidade do universo do jogo online, e trazer para o Estado e para outras entidades não estatais receitas que derivarem desta atividade».
Encaixe para o Estado ainda não está quantificado
Ainda não há uma estimativa oficial das potenciais receitas para o Estado das apostas na Internet mas no final do ano passado, o Ministério das Finanças incluiu num documento interno de política orçamental a expetativa de arrecadar 250 milhões de euros em 2012 através de concessões de jogos online. Esta verba destinar-se-á a cobrir parte das despesas associadas à transferência para o Estado do fundo de pensões da banca.
Barreiras Duarte diz que a Comissão «se tem debruçado sobre esse valor», mas que a estimativa de 250 milhões de euros teve origem ainda no Governo de José Sócrates.
O valor de 250 milhões de euros referia-se apenas a uma estimativa de quanto é que o Estado pode angariar através da venda de concessões; não inclui as potenciais receitas fiscais resultantes da atividade normal do setor.
No ano passado, o presidente da Associação Espanhola de Apostadores na Internet (AEDAPI), Sacha Michaud, disse à Lusa que «Portugal não pode deixar de beneficiar da indústria das apostas desportivas online», estimando que a legalização deste setor em Espanha iria valer «100 milhões de euros em impostos» por ano.
Fonte: Agência Financeira
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REGULAÇÃO
Em boa hora enviámos para a Comissão Europeia o entendimento que norteia o nosso trabalho desde 2004
Entendemos que devem ser elaborados estudos em prestigiadas universidades, em cooperação com operadores e reguladores, recorrendo às bases de registos dos jogos na internet para estudar com precisão os comportamentos e os hábitos dos jogadores. Os resultados destes estudos podem proporcionar uma base empírica à comunidade científica internacional na área da investigação em comportamentos de dependência
Entendemos que devem ser lançadas campanhas maciças de educação, através de diversos canais de comunicação, com o objectivo de chegar efectivamente a toda a população, de maneira que esta possa perceber que existe uma verdadeira politica europeia em relação ao jogo e que as condições para um exercício responsável da actividade estão dadas
Sublinhamos a necessidade de criar observatórios do jogo que alertem e informem os consumidores sobre as práticas de cada operador. Estes observatórios poderão ser um incentivo para a implementação de boas práticas nos seus sítios de jogo online. A diferenciação positiva. A transparência dos operadores poderá traduzir-se num capital de confiança junto dos jogadores.
Entendemos que deverão ser criadas redes de assistência para jogadores compulsivos, começando pelos centros que já estão a trabalhar no tratamento das adições. Esses centros deverão funcionar sobre uma plataforma tecnológica adequada que permita o intercâmbio de experiências, a actualização de conhecimentos e a colaboração mútua.
DESDE 2004
EDUCAÇÃO/PREVENÇÃO
O programa Jogo Responsável deverá contribuir para assegurar a protecção dos indivíduos, e da sociedade em geral, das consequências negativas do jogo e apostas a dinheiro e simultaneamente proteger o direito de quem pretende jogar.
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