05/03/08 PORTUGAL: Escutas contradizem Telmo Correia
O parecer no qual Telmo Correia colocou o seu “visto” sobre a cedência do Casino de Lisboa à Estoril-Sol data de 22 de Fevereiro, mas escutas telefónicas revelam que em Março círculos próximos de ex-ministro ainda procuravam que este assinasse o parecer.
Telmo Correia assinou o parecer da Inspecção-Geral de Jogos (IGJ) que confirma a não reversibilidade para o Estado do Casino de Lisboa, colocando-lhe uma data anterior ao dia em que terá despachado o documento, noticia o jornal Público desta quarta-feira.
O único parecer que existe no processo sobre o tema será de 22 de Fevereiro de 2005 e tem aposto um «visto», assinado pelo então ministro do Turismo, com data de 23 de Fevereiro.
Telmo Correia disse ao Público que a data corresponde ao dia em que assinou o parecer e que «o que consta das escutas não tem de corresponder à realidade», acrescentando que as pessoas interceptadas desconheciam se tinha ou não já feito esse diligência.
De acordo com as escutas telefónicas transcritas no processo Portucale, depois de 22 de Fevereiro e até 11 de Março, sucederam-se telefonemas dos envolvidos a pressionar para que o despacho fosse assinado.
As conversas mantidas durante as primeiras semanas de Março revelam que, nesta altura, várias pessoas próximas de Telmo Correia, inclusive o seu adjunto, Nuno Pinheiro, bem como o administrador da Estoril-Sol, Mário Assis Ferreira, acreditavam que o ex-ministro do Turismo ainda não havia assinado o documento.
As escutas telefónicas revelam também vários contactos posteriores a 23 de Fevereiro, incluindo com o líder do CDS-PP, Paulo Portas, seu amigo pessoal e político.
Noutra escuta telefónica, Assis Ferreira informou que o Inspector-geral de Jogos, Joaquim Caldeira, aceitara colocar num parecer da IGJ, assinado por Telmo Correia, a mesma data e o mesmo número de ofício de um documento anterior sobre este assunto, que tinha sido chumbado por Assis Ferreira.
Contactado pelo diário, Joaquim Caldeira disse não se lembrar das datas em que emitiu os documentos, adiantando não reconhecer o primeiro documento como sendo um parecer, mas sim uma minuta, que enviou a Assis Ferreira, a pedido deste.
Fonte: TSF
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