24/01/06 PORTUGAL: Receitas dos casinos estagnam devido à crise e à concorrência
No ano passado, os casinos portugueses obtiveram receitas globais de 310 milhões de euros.
Os casinos portugueses estão a ressentir-se do forte aumento da concorrência no sector e do clima de recessão económica do país, condicionantes que estão a evidenciar-se na estabilização das receitas do jogo. No ano passado, os proveitos dos oito casinos portugueses em operação atingiram os 310 milhões de euros, um crescimento de 3,52% face a 2004 (299,469 milhões), mas pouco significativo face à taxa de inflação registada em 2005 (2,3%).
De acordo com os dados da Inspecção-Geral de Jogos, as ‘slot-machines’ apresentaram receitas de 266,319 milhões de euros em 2005, mais 2,86% quando comparado com o exercício de 2004 (258,923 milhões). Já os jogos bancados, que nos últimos anos têm registado quebras de proveitos, acabaram o ano a registar 41,368 milhões, um aumento de 8,34%.
No que se refere ao bingo explorado por concessionárias de casinos, que actualmente se resume à Solverde, apresentou um decréscimo de 0,99%, atingindo receitas de 2,337 milhões no ano transacto.
Para Fernando Reis, administrador da Solverde – concessionária responsável pela exploração dos casinos de Espinho, Vilamoura, Praia da Rocha e Monte Gordo -, a estabilização das receitas deve-se à conjuntura económica que vive o país e à concorrência de jogos como o Euromilhões. O responsável adiantou ainda que o mercado do jogo prosperou muito nos últimos anos, sendo que agora a base de crescimento é menor. No entanto, realçou, a Solverde registou um aumento nas receitas. No ano passado, os casinos do grupo de Manuel Violas atingiram um volume de proveitos do jogo de 94,756 milhões de euros, mais 6,5% que em 2004.
Já o grupo Estoril-Sol, entidade responsável pela exploração das salas do Estoril e da Póvoa de Varzim, registou um crescimento nos proveitos do jogo superior a 2%, tendo atingido receitas da ordem dos 177,8 milhões de euros. O maior casino da Europa viu os seus proveitos crescer apenas 1% para 127 milhões de euros, no entanto a sala da Póvoa de Varzim aumentou em 6,8% as receitas, fixando-se nos 50,797 milhões de euros em 2005.
Bingo caiu 4,77%
As salas de bingo do país geraram receitas de 105,599 milhões de euros no ano passado, uma quebra de 4,77% quando comparado com os 110,892 milhões registados em 2004. Segundo os dados da Inspecção-Geral de Jogos, apenas as empresas do sector do turismo que exploram este tipo de actividade (como é exemplo a Amorim Turismo) apresentaram uma subida de receitas. O bingo explorado por estas sociedades foi responsável por proveitos de 24,972 milhões no ano passado, mais 8% que em 2004. Já o jogo explorado por pessoas colectivas de utilidade pública (exemplo Zoo de Lisboa) registou uma quebra de 19,3% nos proveitos, totalizando 10,584 milhões. Por último, os clubes desportivos com salas de bingo geraram receitas de 70 milhões, menos 6,1%.
CASINO DE LISBOA PREPARA ABERTURA PARA 19 DE ABRIL
O Casino de Lisboa tem a data de abertura marcada para 19 de Abril, uma derrapagem de pouco mais de dois meses face à previsão inicial. A construção da futura sala de jogo da capital, que implicou um investimento da Estoril-Sol da ordem dos cem milhões de euros, tem obedecido a todos os ditames das autorizações camarárias, não se efectuando qualquer obra sem a devida autorização.
Segundo Mário Assis Ferreira, presidente da Estoril-Sol, este é um investimento em contra-ciclo, numa altura em que a conjuntura macro-económica recomenda algum conservadorismo. Mas, como realçou, é nos “momentos difíceis que surgem as oportunidades” e há a “expectativa da recuperação”.
O casino de Lisboa irá, de início, explorar 800 ‘slot-machines’ e gradualmente o parque de máquinas irá crescer até atingir no quarto ano de actividade as 1.500, além dos tradicionais jogos bancados. O espaço, assente num conceito de inovação permanente, direccionado para um segmento etário entre os 25 e os 40 anos, irá dar especial atenção à programação, onde pontuarão produções itinerantes mundiais.
Para a nova sala de jogo, Assis Ferreira prevê um volume de receitas da ordem dos 85 a 90 milhões de euros no primeiro ano de actividade. Em ano cruzeiro, que deverá ser atingido no quinto ano de exploração, o casino deverá atingir proveitos com o jogo da ordem dos 150 milhões de euros. Indexado ao contrato de concessão do casino do Estoril, a sala de jogo da capital irá pagar anualmente ao Estado 50% das receitas brutas do jogo, além das contrapartidas iniciais.
Fonte: Diário Económico
Receitas dos casinos estagnam devido à crise e à concorrência
No ano passado, os casinos portugueses obtiveram receitas globais de 310 milhões de euros.
Os casinos portugueses estão a ressentir-se do forte aumento da concorrência no sector e do clima de recessão económica do país, condicionantes que estão a evidenciar-se na estabilização das receitas do jogo. No ano passado, os proveitos dos oito casinos portugueses em operação atingiram os 310 milhões de euros, um crescimento de 3,52% face a 2004 (299,469 milhões), mas pouco significativo face à taxa de inflação registada em 2005 (2,3%).
De acordo com os dados da Inspecção-Geral de Jogos, as ‘slot-machines’ apresentaram receitas de 266,319 milhões de euros em 2005, mais 2,86% quando comparado com o exercício de 2004 (258,923 milhões). Já os jogos bancados, que nos últimos anos têm registado quebras de proveitos, acabaram o ano a registar 41,368 milhões, um aumento de 8,34%.
No que se refere ao bingo explorado por concessionárias de casinos, que actualmente se resume à Solverde, apresentou um decréscimo de 0,99%, atingindo receitas de 2,337 milhões no ano transacto.
Para Fernando Reis, administrador da Solverde – concessionária responsável pela exploração dos casinos de Espinho, Vilamoura, Praia da Rocha e Monte Gordo -, a estabilização das receitas deve-se à conjuntura económica que vive o país e à concorrência de jogos como o Euromilhões. O responsável adiantou ainda que o mercado do jogo prosperou muito nos últimos anos, sendo que agora a base de crescimento é menor. No entanto, realçou, a Solverde registou um aumento nas receitas. No ano passado, os casinos do grupo de Manuel Violas atingiram um volume de proveitos do jogo de 94,756 milhões de euros, mais 6,5% que em 2004.
Já o grupo Estoril-Sol, entidade responsável pela exploração das salas do Estoril e da Póvoa de Varzim, registou um crescimento nos proveitos do jogo superior a 2%, tendo atingido receitas da ordem dos 177,8 milhões de euros. O maior casino da Europa viu os seus proveitos crescer apenas 1% para 127 milhões de euros, no entanto a sala da Póvoa de Varzim aumentou em 6,8% as receitas, fixando-se nos 50,797 milhões de euros em 2005.
Bingo caiu 4,77%
As salas de bingo do país geraram receitas de 105,599 milhões de euros no ano passado, uma quebra de 4,77% quando comparado com os 110,892 milhões registados em 2004. Segundo os dados da Inspecção-Geral de Jogos, apenas as empresas do sector do turismo que exploram este tipo de actividade (como é exemplo a Amorim Turismo) apresentaram uma subida de receitas. O bingo explorado por estas sociedades foi responsável por proveitos de 24,972 milhões no ano passado, mais 8% que em 2004. Já o jogo explorado por pessoas colectivas de utilidade pública (exemplo Zoo de Lisboa) registou uma quebra de 19,3% nos proveitos, totalizando 10,584 milhões. Por último, os clubes desportivos com salas de bingo geraram receitas de 70 milhões, menos 6,1%.
CASINO DE LISBOA PREPARA ABERTURA PARA 19 DE ABRIL
O Casino de Lisboa tem a data de abertura marcada para 19 de Abril, uma derrapagem de pouco mais de dois meses face à previsão inicial. A construção da futura sala de jogo da capital, que implicou um investimento da Estoril-Sol da ordem dos cem milhões de euros, tem obedecido a todos os ditames das autorizações camarárias, não se efectuando qualquer obra sem a devida autorização.
Segundo Mário Assis Ferreira, presidente da Estoril-Sol, este é um investimento em contra-ciclo, numa altura em que a conjuntura macro-económica recomenda algum conservadorismo. Mas, como realçou, é nos “momentos difíceis que surgem as oportunidades” e há a “expectativa da recuperação”.
O casino de Lisboa irá, de início, explorar 800 ‘slot-machines’ e gradualmente o parque de máquinas irá crescer até atingir no quarto ano de actividade as 1.500, além dos tradicionais jogos bancados. O espaço, assente num conceito de inovação permanente, direccionado para um segmento etário entre os 25 e os 40 anos, irá dar especial atenção à programação, onde pontuarão produções itinerantes mundiais.
Para a nova sala de jogo, Assis Ferreira prevê um volume de receitas da ordem dos 85 a 90 milhões de euros no primeiro ano de actividade. Em ano cruzeiro, que deverá ser atingido no quinto ano de exploração, o casino deverá atingir proveitos com o jogo da ordem dos 150 milhões de euros. Indexado ao contrato de concessão do casino do Estoril, a sala de jogo da capital irá pagar anualmente ao Estado 50% das receitas brutas do jogo, além das contrapartidas iniciais.
Fonte: Diário Económico
Sónia Santos Pereira
Desde 2004
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PROJECTO EUROPEU EM DESENVOLVIMENTO

The Remote Gambling Observatory aggregates transparent and credible information on the licensed operators in the various jurisdictions of the European Union, monitoring their policies for responsible gambling by internationally recognized and scientifically validated standards.
Through the indicators and dimensions of analysis that make up those standards, the Observatory allows an, independent and accurate, assessment of the operators, with regard to its security policies and consumer protectionin several domains.
On the way to a european gambling market regulation, the transparency and accuracy of responsible gambling data disclosed to the public, represents a clear contribution of licensed operators for a reliable gambling environment, reinforcing the consumers trust on the safety of their bets and the knowledge of a sector committed to quality products and with respect for their customers..
O Observatório do Jogo Remoto agrega informação, transparente e credível, sobre os operadores licenciados nas diversas jurisdições da União Europeia, monitorizando as suas políticas de jogo responsável através de requisitos reconhecidos internacionalmente e validados cientificamente.
Através das dimensões de análise e indicadores que compõem aqueles requisitos, o Observatório permite efectuar uma avaliação, independente e rigorosa dos operadores, no que respeita às suas políticas de segurança e protecção dos consumidores nas mais variadas vertentes.
Num caminho para uma regulação europeia do mercado do jogo, a transparência e o rigor da informação prestada ao público no que concerne ao jogo responsável, representa um claro contributo dos operadores licenciados para um ambiente de jogo credível, reforçando a confiança dos consumidores na segurança das suas apostas e no conhecimento de um sector comprometido com a qualidade dos seus produtos e com o respeito pelos seus clientes.
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