05/12/08 PORTUGAL: Um Capitólio como a jóia da coroa do Parque Mayer
Novo espaço vai ter “cumplicidades” com o Jardim Botânico e os edifícios da Politécnica
António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, classificou o dia de quinta-feira como “histórico”, durante a cerimónia de assinatura do contrato para a reabilitação do Capitólio e a apresentação da traça do novo Parque Mayer.
De acordo com o autarca, é o fim de uma “malapata” de Lisboa. “Esta era uma prioridade: resolver e vencer os diversos impasses urbanísticos que se foram desenvolvendo na cidade”, referiu António Costa, frisando que há várias décadas que se debate e tenta requalificar o Parque Mayer e que foi a “megalomania” de alguns projectos que fez encravar processos de reabilitação anteriores.
Novos jardins e arruamentos, uma grande praça, um hotel com uma centena de quartos e uma área com 20 mil metros de construção, a destinar a serviços, comércio, restauração ou artes (a habitação está excluída) fazem parte do Plano de Pormenor do Parque Mayer que ontem foi apresentado, e é da autoria de uma equipa de arquitectos encabeçada por Manuel Aires Mateus.
O desenho proposto pelos arquitectos foi criado com o objectivo de criar “cumplicidades” entre o Parque Mayer, o Jardim Botânico – entendido como o tesouro escondido da cidade – e os edifícios da Escola Politécnica. As barreiras hoje existentes deixarão de existir no futuro espaço para ligar a “pedagogia e o lazer”.
O cine-teatro Capitólio, cujo projecto de reabilitação também foi ontem apresentado, funcionará como “a jóia da coroa” de todo o espaço, explicou Jorge Silva, um dos arquitectos que trabalhou no Plano de Pormenor do Parque Mayer.
A reabilitação do Capitólio – classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1983 e que, há dois anos foi incluído na lista dos 100 imóveis mais ameaçados do mundo pela World Monuments Watch – vai ficar a cargo do arquitecto Souza Oliveira, vencedor de um concurso que a Câmara lançou há cerca de um ano. A empreitada está orçada em 10 milhões de euros e será paga com as verbas do Casino.
“Voltar a ter o Capitólio como o teatro inesquecível de Lisboa”, é um dos objectivos que Souza Oliveira pretende atingir com o sua proposta de reabilitação, que classifica como “contida” e de respeito pelo desenho original de Cristino da Silva, autor da obra inaugurada em 1931 e que se encontra muito degradada, apesar de ser o primeiro edifício inteiramente modernista da cidade.
A ideia de Souza Oliveira é repor as “linhas mais puras”, as fachadas principais, os janelões. Segundo o arquitecto, Cristino da Silva concebeu um “espaço genial”, mas as alterações efectuadas nos anos 30 provocaram ao edifício “abcessos” que pretende retirar. Na sua óptica, a criação de um balcão no interior e a cobertura do terraço “descaracterizaram” o Capitólio.
Esplanadas exteriores, cadeiras retracteis e uma fachada traseira “menos triste” e aberta fazem parte da proposta do arquitecto Souza Oliveira, que fará ainda um “up-grade” ao edifício, cuja estrutura, por ser antiga, não tem protecção contra sismos. O arquitecto classificou a obra de Cristino da Silva como um projecto “atrevido e ambicioso” para a época, uma “caixa mágica com desenho de rigor”, lembrando que já se acedia ao terraço através de tapetes rolantes.
Recorde-se que o cine-teatro Capitólio não fazia parte do projecto que o norte-americano Frank Gehry traçou para o Parque Mayer antes de ser afastado, por se encontrar muito degradado, o que abria caminho à demolição.
Fonte: Jornal de Noticias
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