04.09.2012 – Em processo contra a Bwin
A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) admite recorrer da decisão da 3ª vara cível do Tribunal do Porto, que lhe negou uma indemnização de 27 milhões de euros, reclamada à Bwin pelo patrocínio da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP).
Em comunicado, a SCML, representada no processo pelo advogado Pedro Faria, reafirma que “a sentença ainda não transitou em julgado” e que vai proceder a “uma análise mais detalhada da mesma”, no sentido de poder vir a apresentar recurso para o Tribunal da Relação.
A SCML destaca ainda que a Bwin e a LPFP já tinham sido “expressamente proibidas de efectuarem qualquer publicidade” e condenadas a “absterem-se de explorar por qualquer forma em Portugal jogos de lotarias e de apostas mútuas” e que agora não foram condenadas no pedido de indemnização “por (o tribunal) ter considerado não ter sido produzida prova suficiente a respeito dos prejuízos concretamente invocados”.
Na sentença, de 9 de Agosto último, a que a agência Lusa teve hoje acesso, o Tribunal considerou que “não resultaram provados quaisquer danos, nem que o facto ilícito e culposo tenha atuado como condição dos danos, que foi causalmente adequado a produzi-los”.
“Para que haja obrigação de indemnizar é necessário que o facto ilícito e culposo tenha causado prejuízos a alguém”, refere a decisão, quanto ao pedido de indemnização de um valor de cerca de 27 milhões de euros, acrescido de juros.
Para o tribunal, não fica demonstrado o nexo de causalidade entre o contrato celebrado entre a casa de apostas Bwin e a LPFP, a 18 de Agosto de 2005, e a descida de 25 milhões de euros na receita de exploração dos seus jogos, nem que tenha sofrido uma diminuição de 2,2 milhões de euros nas vendas do Totobola.
Fonte: Correio da Manhã
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REGULAÇÃO
Em boa hora enviámos para a Comissão Europeia o entendimento que norteia o nosso trabalho desde 2004
Entendemos que devem ser elaborados estudos em prestigiadas universidades, em cooperação com operadores e reguladores, recorrendo às bases de registos dos jogos na internet para estudar com precisão os comportamentos e os hábitos dos jogadores. Os resultados destes estudos podem proporcionar uma base empírica à comunidade científica internacional na área da investigação em comportamentos de dependência
Entendemos que devem ser lançadas campanhas maciças de educação, através de diversos canais de comunicação, com o objectivo de chegar efectivamente a toda a população, de maneira que esta possa perceber que existe uma verdadeira politica europeia em relação ao jogo e que as condições para um exercício responsável da actividade estão dadas
Sublinhamos a necessidade de criar observatórios do jogo que alertem e informem os consumidores sobre as práticas de cada operador. Estes observatórios poderão ser um incentivo para a implementação de boas práticas nos seus sítios de jogo online. A diferenciação positiva. A transparência dos operadores poderá traduzir-se num capital de confiança junto dos jogadores.
Entendemos que deverão ser criadas redes de assistência para jogadores compulsivos, começando pelos centros que já estão a trabalhar no tratamento das adições. Esses centros deverão funcionar sobre uma plataforma tecnológica adequada que permita o intercâmbio de experiências, a actualização de conhecimentos e a colaboração mútua.
Problema de saúde pública
DESDE 2004
EDUCAÇÃO/PREVENÇÃO
O programa Jogo Responsável deverá contribuir para assegurar a protecção dos indivíduos, e da sociedade em geral, das consequências negativas do jogo e apostas a dinheiro e simultaneamente proteger o direito de quem pretende jogar.
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